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Protestos geram o pânico em Hong Kong

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Há uns meses, contra a aprovação de uma regra que permitiria a extradição de suspeitos de qualquer crime para a China continental, houveram uma serie de protestos nas ruas de Hong Kong.

Os opositores à lei consideram que colocavam em alerta os habitantes da capital, que poderiam enfrentar o sistema judicial chinês, em que a detenção arbitrária e a tortura são comuns.

O presidente de Hong Kong acabou por suspender a legislação, devido à grande dimensão dos protestos, chegaram a ter dois milhões de habitantes, mas não a retirou completamente.

É só por causa desta proposta de lei que os manifestantes continuam na rua?

Não. Os protestos deram corpo a um sentimento generalizado de que o “governo do território não trabalha a favor da população, antes para aplicar uma agenda de Pequim”, como diziam manifestantes em Julho ao Washington Post.

Agora, o movimento tem um caderno reivindicativo com cinco pontos principais: a retirada da lei da extradição; que o governo de Hong Kong se retracte de ter descrito as manifestações como um “motim”; que sejam retiradas as acusações contra os manifestantes; que seja lançada uma investigação sobre o uso de força durante os protestos; e o “sufrágio universal”, que permita aos eleitores de Hong Kong eleger directamente os seus líderes, ao contrário do processo actual, que implica o envolvimento de Pequim.

Houve uma grande escalada dos protestos?

No início de Junho, centenas de milhares de pessoas saíram à rua para protestar. A polícia respondeu em força, com gás lacrimogéneo e bastões para dispersar a multidão.

Em meados de Junho, dois milhões de pessoas participaram no que terá sido a maior manifestação de sempre em Hong Kong. Em Julho, começou a registar-se alguma violência, os manifestantes vandalizaram-se a Assembleia Legislativa. Foi um ponto de viragem.

Um ataque de um grupo de mafiosos chineses a manifestantes e utilizadores de uma estação de comboio, sem que a polícia protegesse quem passava, indignou os simpatizantes do movimento.

No fim desse mês, mais de mil manifestantes juntaram-se no aeroporto. Houve protestos de funcionários públicos, de famílias, uma greve geral que paralisou boa parte do território.

Canta-se a música Do you hear the people sing?, do musical Les Misérables – um hino revolucionário dos estudantes revoltosos na Paris de 1932. A China censurou a canção.

Na noite de terça-feira, a violência entre manifestantes e polícia no aeroporto atingiu um ponto alto: os manifestantes atacaram e expulsaram um homem que diziam ser um polícia infiltrado, e um jornalista do diário chinês Global Times.

Fonte: Público

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