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Menor preso por caso de swatting no jogo Call of Duty que resultou em morte

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O jovem Casey Viner, de 19 anos, foi condenado a 15 meses de prisão pelo caso de swatting que resultou na morte de Andrew Finch, aos 28 anos de idade. Ele foi sentenciado por chamar as autoridades à casa de um desafeto após perder uma aposta no valor de US$ 1,50 em uma partida online do jogo Call of Duty: WWII.

O caso aconteceu em dezembro de 2017, quando Viner tentou aplicar a brincadeira perigosa em Shane Gaskill, de 20 anos de idade, morador da cidade de Wichita, no Kansas. O gamer contratou um homem chamado Tyler Barriss, de 26 anos, que contatou as autoridades locais afirmando que seu pai havia sido baleado na cabeça e que a mãe estava sendo mantida refém por um criminoso armado, que havia espalhado gasolina pela casa e estava ameaçando iniciar um incêndio.

A seriedade da denúncia motivou o envio de forças especiais da polícia, que, ao chegarem ao local, foram recebidas na porta por Finch. De acordo com o relatório das autoridades, ao aparecer do lado de fora para saber o que estava acontecendo, o homem teria movido repentinamente sua mão na direção da cintura, o que levou um dos agentes a dispararem contra ele. A vítima estava desarmada e morreu após ser levada ao hospital.

Além dos 15 meses de prisão, Viner está proibido de jogar videogame por um período de dois anos. Ele foi acusado de falsa comunicação de crime, conspiração e obstrução da justiça por tentar deletar mensagens de texto e ocultar provas sobre sua participação no caso, após ver notícias de que alguém havia sido morto como resultado de suas ações. Em abril, ele se declarou culpado das duas últimas acusações, em uma tentativa de escapar da pena de encarceramento.

Após deixar a cadeia, o jovem também deverá passar dois anos em liberdade condicional, sendo seis meses confinado à sua própria casa, podendo sair apenas para ir à escola, igreja ou trabalho. Ele pode retornar à prisão caso seja flagrado jogando games ou participe de atividades ilegais que rompam os termos de sua soltura provisória.

Gaskill, a vítima original do swatting de Viner, também está sendo indiciado como co-conspirador no caso. Ele é acusado de passar seu endereço antigo intencionalmente ao desafeto e de tê-lo incentivado a “tentar alguma coisa”, colocando a vida de terceiros em risco e apontado como engrenagem fundamental no mecanismo que acabou levando à morte de Finch.

O caso também levou à prisão de Barriss, que foi contratado por Viner justamente pela reputação online de ser responsável por chamadas falsas desse tipo. Ele foi condenado a 20 anos na cadeia e declarou sua culpa em 51 casos de swatting, bem como dezenas de outras ligações ameaçadoras, sempre feitas em nome de jogadores que o contatavam por meio da internet para atacarem inimigos criados em jogos online.

A sentença dada a ele representa a maior pena de prisão já dada a um praticante de swatting nos Estados Unidos, enquanto o caso, como um todo, deve servir como precedente para que condenações mais severas sejam dadas em situações desse tipo. A ideia das autoridades é passar a mensagem de que os atos não apenas são um desperdício de dinheiro público e podem impedir o combate a crimes reais, como também podem colocar a vida das vítimas desse tipo de chamada em risco.

A família de Finch está processando o estado, que não indiciou o policial responsável pelo disparo fatal. O oficial, cujo nome não foi revelado, chegou a ser afastado do serviço durante o andamento das investigações, mas retornou uma vez que elas foram concluídas e não teve seu nome divulgado.

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